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Apresentação dos Livros: "La Domestication"; "Brilhantina" e "Confluences D'un Pays à L'Autre"

Salões Eça de Queirós do Consulado Geral de Portugal em Paris
Quinta-Feira dia 2 de Junho às 18h30


Apresentação dos Livros: "La Domestication"; "Brilhantina" e "Confluences D

“La Domestication” de Nuno Gomes Garcia

Edições iXe

Nuno Gomes Garcia, residente em Paris, nasceu em 1978, em Matosinhos, tendo-se formado em História e Arqueologia. Ele é o escritor escolhido pela organização do importante Festival de Literatura de Cognac – LEC, Festival de Littératures Européennes – para representar Portugal no âmbito da Temporada Cruzada Portugal-França. No mês de novembro de 2002, ele marcará presença em vários eventos literários um pouco por toda a Charente, durante a sua residência literária na região.

“La Domestication”, traduzido para Francês por Clara Domingues, é o seu terceiro romance, depois de “O dia em que o Sol Se Apagou” (2015), finalista do prémio LeYa, e de “O Soldado Sabino” (2012). Publicou, em 2021, “Zalatune”, o seu quarto romance. A versão portuguesa de “La Domestication”, “O Homem Domesticado”, foi publicado em 2017.

E se a sobrevivência da humanidade dependesse da absoluta submissão do homem à mulher?

Desde o tempo em que Césarine alcançou o poder, dando início a uma nova era, um mundo pós-pandémico perturbado pelas alterações climáticas, a sociedade foi-se progressivamente desumanizando: os conceitos de amor e de amizade deixaram de fazer sentido, os prazeres são malvistos e o sexo está proibido pelo novo regime totalitário, até porque a reprodução passou a ser padronizada e desenvolvida artificialmente em laboratórios. As mulheres tornaram-se senhoras do mundo e submeteram os homens à condição de escravos – machos domesticados que, vivendo no medo e na ignorância, lavam, cozinham, obedecem, calam, saem à rua cobertos da cabeça aos pés.

A cidadã Francine Bonne é aconselhada pelas autoridades a escolher um segundo marido, depois de Pierre ter sido considerado um peso morto; mas desconhece que, ao trazer para casa um macho que foge ao cânone e cuja origem está envolta em mistério, a sua vida e a de Pierre sofrerão uma absoluta transformação. A ponto de o regime se sentir abalado com a possibilidade de um suposto retrocesso civilizacional...

Amores proibidos, subversão, crime, reeducação coerciva – tudo se combina magnificamente neste romance a um tempo sensual e cerebral: uma distopia à maneira de 1984, de George Orwell, que reflete de forma lúcida e desafiante sobre as problemáticas que caracterizam a sociedade atual. Uma inversão nos papéis tradicionais atribuídos aos dois sexos que serve, através da técnica de espelho deformante, de crítica às sociedades que ainda hoje discriminam as mulheres em quase todos os setores.

 

 

Teatro “Brilhantina” de José Roussado

Oxalá Editora

José Manuel Baptista Albano Roussado, residente em Paris desde 1973, nasceu em 1954 na vila de Montelavar, Sintra.

Para além da atividade que exerceu como gerente bancário, José Roussado é conhecido pelo seu empenho nas causas ligadas à vida e presença da comunidade portuguesa em França. Foi cofundador da ARCOP (Associação Recreativa dos Originários de Portugal de Nanterre) em 1984, dirigente da CCPF (Coordenação da Coletividades Portuguesas em França), de 1985 a 1991, e membro do CCP (Conselho das Comunidades Portuguesas) por dois mandatos, em 1984 e 1987.

Publicou um livro de poesia “Confinamento visto de Paris” em 2021.

“Brilhantina” é uma peça de teatro, comédia em quatro atos, que José Roussado dedica ao seu pai, Francisco roussado e ao seu irmão Hernâni Roussado.

 Escrito em 2021, Sara Conceição, Professora em Paris e autora do Prefácio, descreve “Brilhantina” como “… uma história sobre emigração, sobre o exilio político, sobre a ditadura, sobre as feridas da vida, sobre aquelas que se curam sem deixar marcas e daquelas e que nunca conseguimos desfazer-nos inteiramente. É uma história de gerações, de avós e netos, de filhos e pais, de um país, é uma história de amor. É uma história escrita na História que é nossa.”

 Segundo Luísa Semedo, Professora de Filosofia, Colonista do jornal O Público, e Conselheira das Comunidades Portuguesas, “…é uma belíssima vigem dentro da grande viagem da vida, uma diversão à seria, onde o humor convive com reflexão essencial sobre a emigração…”.

 Brilhantina conta igualmente com depoimentos de Carlos Pereira, Jornalista e Diretor do Lusojornal, bem como de João Cazenave, Actor coadjuvado pela Lusopress.

 “Milhares de Portugueses tiveram de fugir de Portugal durante a ditadura fascista, e uma parte importante radicou-se em Paris. Este é um tema que José Roussado conhece bem. Quando dirigiu uma agência bancária, conheceu empresários de sucesso, gente que saiu de Portugal sem nada, mas a quem “a vida correu bem”. É o caso de Gilberto, uma das personagens desta “brilhantina”. Mas a emigração é também sinónimo de separação e de desencontros. Neste caso, tudo acabou bem. A vida fez com que Gilberto e Anabela voltassem a encontrar-se. Depois de um livro de poesia, José Roussado surpreendeu-nos agora com esta peça de Teatro”

Carlos Pereira

 

“Quatro atos de boa disposição em que o crescente interesse pelo desenrolar dos acontecimentos faz regar o espectador/leitor à peça. Uma história que nos transporta para o quotidiano sem cair nos clichés da vida de quem saiu da sua terra para ir para outro país e voltou, mas sempre a instalar a dúvida de retorno. Em termos teatais, com o qual me permite falar com mais à vontade, diálogos bem engendrados em que os personagens constroem boas e engraçadas relações entre eles.

Interessante a ligação dos atores em diálogos diretos com o público que para além de terem piada fazem uma maior conectividade palco/plateia.

Com um final inesperado, mas ao mesmo tempo fazendo lembrar os filmes portugueses dos anos 50/60 que tão boas memórias nos trazem.

Um trabalho bem escrito e com grande potencial de ser levado a cena.”

João Cazenave

 

 

“Confluences D’Un Pays à L’Autre” de Armindo de Oliveira

Edições Les 3 Colonnes

Armindo de Oliveira nasceu em Portugal em 1955, na região de Leiria, tendo-se radicado em França em 1965 onde exerceu a carreira na banca portuguesa em França.

 “Confluences D’Un Pays à L’Autre”, editado em 2021, é a primeira obra do autor, tratando-se de um testemunho daquilo que o autor viveu, mas sobretudo sobre aquilo que pode observar, em torno do tema principal desta obra, que é a memória da emigração portuguesa em França.

 Descubra o percurso de um Jovem português que deixou o Portugal rural dos anos sessenta, para se radicar numa França, país que descobriu com olhos de criança. Um novo país, uma nova cultura às quais ele teve que se adaptar.

Acompanhe-o desde os bancos da escola primária até à vida adulta, passando pela adolescência, através de um relato sincero, vivo e terno, colocando o leitor como testemunha numa narrativa intimista.

 Tal como um ensaio, são igualmente abordadas as grandes mutações políticas, sociológicas e económicas que afetaram os dois países, e que moldaram os indivíduos, tais como a revolução dos cravos de abril de 1974 em Portugal, a eleição de François Mitterrand em 1981 em França até à predominância do fator financeiro na economia e sociedade digital.

 


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