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  24 de Outubro de 2018  |   99 visitas

Lisbonne, ville ouverte

Livro de Patrick Straumann apresentado no Consulado Geral.


Lisbonne, ville ouverte

Na final da semana passada decorreu, nos salões Eça de Queiroz deste Consulado-Geral, a apresentação do livro “Lisbonne ville ouverte”, da autoria de Patrick Straumann, publicado pela Editora Chandeigne, que já nos habituou a publicações de grande qualidade ligadas à nossa história, à nossa língua e à nossa cultura, disponíveis em várias livrarias deste país, assim como em lojas de museus e livrarias em Portugal.

Esta é mais uma obra com bastante interesse – merecedora, mesmo, de um elogioso artigo publicado na secção cultural do jornal “le Figaro”-, que se debruça sobre um período da nossa História até agora pouco aprofundado, ao mesmo tempo que apela à memória coletiva.

O livro aborda a situação que se vivia na nossa capital em 1940, após a rendição de Paris aos nazis, sendo Lisboa a “última porta de saída” de uma Europa em guerra. Refugiados políticos de todas as origens, intelectuais e artistas, tais como Man Ray, Julien Green e Hannah Arendt, escapam à ocupação e atravessam os Pirenéus com a esperança de encontrar um lugar a bordo de um navio com destino a Nova Iorque ou ao Rio de Janeiro.
Ao mesmo tempo que o Presidente do Conselho, António de Oliveira Salazar, organizava a “Exposição do Mundo Português”, em Belém, Jean Renoir e Antoine de Saint-Exupéry passavam por Lisboa, fugindo da guerra. O livro contém ainda um capítulo dedicado a Aristides de Sousa Mendes.

Para além de recordar os horrores da segunda Guerra Mundial, a obra salienta os nobres sentimentos de solidariedade e compaixão da população portuguesa.

Patrick Straumann esteve vários meses em Portugal consultando bibliotecas e arquivos, assim como vendo à lupa artigos de imprensa desta época, que lhe permitiram escrever o livro


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