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Apresentação do livro "Elogio do Efémero", de Flor Campino

Consulado Geral de Portugal em Paris
04/10/2018


Apresentação do livro "Elogio do Efémero", de Flor Campino

O Consulado Geral de Portugal em Paris tem a honra de convidar para assistir à apresentação do livro “O Elogio do Efémero”, de Flor Campino, que terá lugar na Sala Eça de Queiroz, deste posto consular, no próximo dia 04 de outubro, pelas 18h30.
Será igualmente evocada, por Matilde Teixeira, a obra infanto-juvenil da autora.

A obra

“Elogio do efémero é um livro bilingue. Estes poemas, mesmo na sua forma breve que é a que domina, não são nem pretendem ser haikus cujo esprito aprecio mas que têm regras muito estritas que não domino e me não interessam particularmente.
A sua forma sucinta, minimal, deve-se pois ao facto de responderem a uma exigência de brevidade adequada ao instante vivido e de os sentir como um apontamento, instantâneo fotográfico, registo de pensamento ou emoção a revisitar.
O bilinguismo, já presente nas Pérolas de vidro, explica-se pelo facto de ter vivido em Paris quarenta anos e de os poemas me surgirem na sua primeira forma umas vezes em português noutras em francês. Em qualquer dos casos tenho curiosidade de ver o que se passa no segundo caso, motivada pela plasticidade e musicalidade próprias de cada língua. Agrada-me o diálogo entre elas e o que cada uma pode trazer por vezes de inesperado, longe da tradução linear.”1
     1) Texto da autora

A autora

Flor Campino nasceu em Tomar em 1934. Frequentou o Colégio Nuno Álvares. Fez o curso superior de Pintura na Escola de Belas Artes do Porto. Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris, cidade onde residiu desde 1961. Exerceu como professora de Desenho e Educação Visual em Portugal e na Argélia e como professora de Língua e Cultura portuguesa em Paris.
Actualmente partilha o ano entre Paris e o Porto.

Participou em exposições colectivas no Porto, Amarante, Coimbra, Lisboa e Paris, entre as quais: "10 anos de Arte portuguesa" no Centro Cultural C. Gulbenkian, em Paris"; "Groupe Dialogue" na Unesco, em Paris; "Feminie" na Unesco, em Paris, e em Lisboa, na Sociedade Nacional de Belas-Artes; "Le fils du temps", no Grand Palais em Paris; três bienais da "Union des femmes Peintres et Scupteurs", também no Grand Palais.

Exposições individuais na Fundação Eng. António de Almeida, no Porto; na Caixa Geral de Depósitos, em Paris; na Cooperativa Árvore e na Galeria Solar de Santo António, no Porto.
Este ano expôs no Complexo Cultural da Levada, de Tomar.
Atualmente reside no Porto e continua a participar em exposições coletivas na Árvore, Galeria Oriental e G. Solar de Santo António.

Publicações:

Livro de conceção artesanal em "vélin d'arches": poema de F. Echevarria, com capa e gravuras em relevo: 45 x 31,5 cm, em 85 exemplares numerados e assinados. Encontra-se na Biblioteca Nacional e no Centre Culturel C. Gulbenkian, em Paris, Museu de Amarante, Fundação Eng.º António de Almeida, no Porto, Fundação Cupertino Miranda, de Famalicão, e Museu de Arte Contemporânea, em Tomar.
Está representada no Museu de Arte contemporânea da Fundação C. Gulbenkian, em Lisboa, no Museu de Arte Contemporânea, de Tomar, e em coleções particulares.

Em poesia publicou:
A aresta das folhas - 2000
Pérolas de vidro - 2008 (bilingue)
O crivo dos dedos -2006
O Lume dos Dias - 2011
Elogio do efémero - 2017 (bilingue)

Infanto-juvenil, publicada por Edições Afrontamento:
O Arco-íris - 2001 (escreveu e ilustrou)
A Cabra Cabrita - 2004 (escreveu e ilustrou)
A Menina do Búzio - 2008 (ilustrado por Luís Silva)
O ano do Urso - 2011 (escreveu e ilustrou)
Gil e a Fantasminha - 2016 (escreveu e ilustrou)

Está representada na antologia de poesia de autores portugueses Da outra margem, organizada por Maria Arminda Maia para o Instituto Camões (Coleção Diáspora - 2001), e Cerises, de M.José Fernandes e Gonçalo Salvado, com introdução de E. Lourenço.


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