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Apresentação do Livro “Aldeia Velha Comenda de Malta – 800 Anos Depois - de Hermínio Fernandes e Manuel Luiz Gonçalves

Consulado Geral de Portugal em Paris
18 de maio pelas 18h30


Apresentação do Livro “Aldeia Velha Comenda de Malta – 800 Anos Depois - de Hermínio Fernandes e Manuel Luiz Gonçalves

O Consulado Geral de Portugal em Paris apresenta os seus melhores cumprimentos e tem o prazer de convidar V. Exa. a assistir à apresentação do livro “Aldeia Velha – Comenda de Malta 800 anos depois”  de Hermínio Fernandes e Manuel Luiz Gonçalves, que terá lugar nos Salões Eça de Queirós deste Posto Consular no dia 18 de maio de 2017 pelas 18h30.


Aldeia Velha (Sabugal) é uma comunidade cujos alicerces milenares se encontram patentes ao Monte Murado  do Castell d’aBaroncinos, ou Sabugal Velho, de onde foi recolhida uma Estela, monumento que os investigadores classificam com a provecta idade de quatro mil anos e muitos outros artefactos líticos, de que se destaca a Pedra fusiforme localizada em Maio de 2016 que se afigura como parte superior de monumento por identificar.

Segurança e domínio sobre as vastas planuras a nascente, subsolo com depósitos de natureza metalúrgica terão constituído valias para o assentamento humano a cotas  além dos mil metros, aqui erigindo  povoado castrejo, atestado por documentos  de 1191 com chancela de Afonso IX, Rei de Leão e Galiza.

Batidos em retirada para lá das latitudes meridionais por Dunchuelas-Raxit (Alcántara), declinavam já pendões e alabardas do Islamita, quando vieram os cavaleiros da Ordem do Hospital de São João de Jerusalém aqui estabelecer-se em centro produtivo, a que chamaram Comenda de Aldeia de Freires, com data de baptismo no mês de Maio de 1250.

Nas trocas acordadas em Alcanizes, é Aldeia de Freires, com todo o corredor entrerrios Coa-Águeda, enxertada na cepa do território nacional. O Rei Afonso V passa-lhe cédula de identificação em  27.08.1472, chamando-a  n aldea velha da nossa Vila do Sabugal.

Em 1573, continuando a sede  em Aldeia Velha, viu esta Comenda alargada a sua jurisdição aos núcleos de propriedades dispersas da Ordem por Alfaiates, Soito, Sabugal e Pinhel com subanexas de Lameiras, Malta, Manigoto, Souro Pires e Vascoveiro.

Ajustou-se-lhe desde então o nome pelo qual é identificada nos inventários da Ordem: Comenda de Capelães e Serventes de Armas, de Aldeia Velha  e da Igreja da SS Trindade de Pinhel, cujo último Inventário decorreu de 1732-1746.

Durante o Inventário de 1732 foram reconhecidos os limites do termo de Aldeia Velha , assinalados com incisos cruciformes em barrocos ou marcos.

Seguindo à letra o documento da demarcação, conseguiu-se localizar em 2016 grande parte dos cruciformes tais quais vêm referidos no Tombo de 1732.

Dissolvida a Ordem após reunião dos Estados-Gerais em França a 5 de Maio de 1789, evolve a narrativa  para o constrangimento das campanhas napoleónicas.

As páginas finais situam Aldeia Velha no século XX e são dedicadas às duas sagas do minério e do café, interrompidas pelo salto a salto em marcha de novo êxodo para a terra prometida onde manava leite, mel e pacotes de francos franceses!

Soito, Quadrazais, Vale de Espinho, Foios, Aldeia do Bispo, Lageosa e Forcalhos merecem  citação de documental remetida para os Anexos.

Avultada documentação foi coligida em Lisboa, Madrid, Londres, Paris e evidentemente Aldeia Velha.

Tal, a traço largo,  a temática da obra que, depois de Paris, tem apresentações em:

·        23 de Agosto – Pavilhão Polivalente de Aldeia Velha, sede da Comenda.

·        Pinhel em data sob concertação.

·        18 de Novembro – Casa do Sabugal em Lisboa

 


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